A grandeza da história de nossa amada Polícia Rodoviária Federal sempre esteve diretamente ligada à organização e atuação coletiva da nossa categoria, frente aos desafios e ameaças dos mais variados tipos, ao longo de seus quase 93 anos de existência.
Na data de hoje, esta forma de organização, com união de esforços e objetivos foi levianamente ressignificada como sendo a ação de "AGITADORES".
Para além do profundo lamento desta infeliz qualificação ter sido pronunciada não apenas por um colega, mas pelo mais alto gestor de nossa instituição, nos compele a reflexão, e porque não dizer, a instrução verdadeira de fatos que mostram, sem deixar dúvidas, como a PRF se tornou e segue evoluindo como instituição de segurança pública referência no país.
Afinal, foi um bando de “AGITADORES” que arregaçou as mangas e, unidos, foram coletar as assinaturas necessárias junto à população buscando a inserção da PRF na Constituição Federal de 1988;
Esse mesmo bando de “AGITADORES” conseguiu a autonomia da PRF, saindo do antigo DNER e se tornando um órgão autônomo, dentro da estrutura do Ministério da Justiça, no início da década de 90;
Com muito empenho de “AGITADORES”, em 1998, através da Lei de Carreira, foi possível a afirmação legal como Policiais Rodoviários Federais - POLICIAIS não mais apenas de fato, mas também de direito;
Em 2008, esses “AGITADORES” conseguiram mais um importante passo, configurado no nível superior para ingresso na instituição;
Em 2012, foi a vez do reconhecimento do nível superior da carreira, na estrutura do Estado Brasileiro, após fortes e intensas lutas do bando de “AGITADORES”.
Em 2016, os “AGITADORES” foram responsáveis por um acordo que garantiu a recomposição salarial de até 47%, após quase dois anos de muita luta;
Em 2017, a luta desses “AGITADORES” conseguiu barrar a reforma da previdência, que retiraria integralidade e paridade de TODOS que ingressaram na PRF a partir de 2004, além de não contar com qualquer regra de transição, e possuir idade mínima para aposentadoria igual a todos os demais servidores civis;
Em 2019, os “AGITADORES”, no âmbito de mais uma discussão previdenciária, conseguiram ampliar o direito à integralidade e paridade até novembro/2019 garantindo a vitaliciedade e integralidade da pensão por morte em serviço ou em decorrência do cargo policial, além do reconhecimento do tempo militar para fins de cômputo de tempo policial para aposentadoria;
Em 2021, na PEC Emergencial, os “AGITADORES” foram os culpados por derrubar a vedação de reajuste, além do ano da pandemia, para os 2 anos seguintes (sim, isso estava no relatório no senado até minutos antes de iniciar votação do texto, e foi tirado pela pressão dos “AGITADORES”); e derrubar o congelamento de progressões e promoções durante calamidade pública e fiscal (não, não foi uma bondade do Governo, mas sim um ato decorrente de uma derrota quase certa no Plenário, por pressão e trabalho dos “AGITADORES” junto aos parlamentares).
Podemos listar muitas outras pautas, ao longo de anos a fio, em que “AGITADORES” têm sido responsáveis ou fortes contribuintes dos avanços: Blindagem de viaturas, Adicional de Fronteira, Emendas Parlamentares para reformas de postos e aquisição de equipamentos, Indenização de Flexibilização Voluntária pelo Repouso Remunerado... uma lista interminável, que nos leva à inegável conclusão:
Nunca foram, unicamente, políticos ou gestores de plantão que trouxeram avanços e valorização da nossa PRF, mas a UNIÃO e a ATUAÇÃO CONJUNTA da categoria, cada qual em sua área de atuação, pelo esforço e liderança de “AGITADORES”!
Nós valorizamos a importância desses “AGITADORES” na construção da história da nossa PRF.
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