Os policiais ferroviários federais de Pernambuco estão em greve por tempo indeterminado. De acordo com a categoria, a paralisação é uma resposta à prisão de 23 agentes pela Polícia Federal (PF) sob a alegação de que eles não podem trabalhar armados. Os policiais ferroviários foram soltos por volta das 22h de ontem, após pagamento de fiança.
A classe se reúne em assembleia hoje para decidir um posicionamento sobre a questão. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Ferroviários de Pernambuco (Sindfer-PE), Augusto Lima, a operação pegou a todos de surpresa. Os 23 agentes foram presos na manhã de ontem na estação de metrô Mangueira e levados para a sede da Superintendência da PF, no Cais do Apolo, no Recife, para serem ouvidos. "A equipe chegou com 10, 12 homens fortemente armados e prenderam nossos colegas sem dizer o motivo nem apresentar documentos", explicou Augusto Lima.
Ontem à tarde, dezenas de policiais ferroviários realizaram um protesto em frente à sede da PF. Eles foram se entregar à polícia para que também fossem presos, já que também trabalham armados e não consideram justa a prisão de apenas uma parte da equipe. “Não nos foi apresentado nada que nos proíba o exercício da nossa profissão com armas. Vamos à Brasília para ver o que conseguimos fazer a respeito dessas prisões ilegais e arbitrárias. Também estamos indo ao Ministério Público Federal”, assegurou Lima.
De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Federal em Pernambuco, a Polícia Ferroviária foi notificada da proibição para trabalhar armada em duas reuniões realizadas em 2012. O sindicato alega que não recebeu qualquer notificação por escrito sobre a medida. "Nós judicializamos essa questão e eles [PF] prometeram que não fariam nada porque estamos nessa fase de transição", rebateu o presidente do Sindifer-PE.
Metrorec - Em nota, o Metrorec informou que dobrou o número de agentes de segurança para atender nas estações e trens. A CBTU informa ainda que está equacionando a questão da atuação de nosso corpo de segurança ferroviária junto ao Ministério da Justiça, a fim de garantir a normatização dos mesmos dentro do nosso sistema (estações e trens). Desta forma, a Companhia garante que a população continuará tendo a mesma qualidade e segurança, prestados aos usuários nesses 30 anos de existência do Metrô do Recife.
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