O SINDPRF-CE realizou duas assembleias para discutir a proposta de campanha salarial 2015, uma no início de dezembro, umas das primeiras em todo o país, e outra no final de janeiro, com a presença do vice-presidente da federação. Nas duas assembleias foi defendida vigorosamente a proposta de não aceitar acordos com o Governo Federal que implicassem em discriminação de nossa categoria, ou seja, que não aceitaríamos um que o nível inicial de nosso subsídio fosse inferior a de outros cargos similares.
Mesma ideia surgiu na Assembleia Geral Extraordinária do Pará e os dois estados apresentaram ao Conselho de Representantes a proposta. Lourismar Duarte, presidente do SINDPRF-CE, defendeu a proposta perante o Conselho afirmando que nossa categoria demonstrou um compromisso com a qualidade do serviço, gerando um ótimo posicionamento da Instituição na vida nacional, com resultados visíveis na redução da violência o trânsito, assim como também na vasta área de atuação da Polícia Rodoviária Federal e não poderíamos mais aceitar qualquer discriminação. É chegada a hora de erguermos a cabeça e termos nosso trabalho reconhecido de fato. Carlos, representante do Pará, também fez a defesa da proposta. No entender da maioria do Conselho de Representantes, 17 votos contra 10, a proposta do SINDPRF-CE foi derrotada com a alegação de poder engessar as negociações impondo-se limites. “Respeitamos a decisão democrática do Conselho, mas com ou sem limites o discurso contra a discriminação dos policiais rodoviários federais continuará de forma marcante” afirmou o presidente do SINDPRFCE. A Assembleia Geral Extraordinária da FENAPRF continuou com muitas discussões e a campanha salarial foi aprovada com poucas modificações.
Outro ponto polêmico foi a ideia de criar um fundo de mobilização com o aumento em cerca de 20% da contribuição dos filiados que seria enviado totalmente a FENAPRF ,que por sua vez criaria um Fundação para geri-lo. O presidente do SINDPRF-CE, Lourismar Duarte, se diz totalmente favorável a um fundo de mobilização para a campanha salarial, mas radicalmente contra o que foi apresentado, sem prévia discussão na diretoria da FENAPRF. Lourismar Duarte, que também diretor da Federação, disse que a ideia apresentada não tinha como objetivo a campanha salarial e sim contribuições para eleições de parlamentares PRF’s ou policiais de outras categorias, um sonho de parcela do movimento sindical, sendo introduzida na campanha salarial de forma oportunista. Mesmo com a solicitação de encaminhamento do vice-presidente da FENAPRF para a questão ser melhor discutida, o Conselho aprovou por maioria que a proposta fosse levada à base, sem consenso e sem discussões mais aprofundadas. “O momento é de focarmos em nossa campanha salarial, fizemos o esforço de discuti-la em todo o território nacional, o momento é de unir e fortalecer” reforça o diretor Ernani Andrade. Com relação à questão de fundos para eleger PRF’s ou policiais de outras categorias, Duarte disse: “o papel dos sindicatos é lutar pela reforma política com a proibição de financiamento por empresas, como a proposta da OAB, e não aderir ao sistema querendo igualar o potencial econômico dos trabalhadores ao do capital”.
Curta e compartilhe nossas redes sociais