Integrantes do Movimento Sem Terra (MST) continuam com o bloqueio nesta terça-feira (26) nas Brs 364 e 070. Na BR- 364 a interdição é na Serra de São Vicente , próximo de Rondonópolis, a 218 quilômetros da Cuiabá. Já na BR- 070, o bloqueio é sobre a Ponte do Rio Paraguai, em Cáceres, a 250 quilômetros da capital.
"Queremos um diálogo com o governo e o bloqueio não irá terminar enquanto não houver resposta", disse Paulo César Moreira, da coordenação da Pastoral da Terra. Ele disse que há situações gravíssimas no campo e que precisam urgentemente serem discutidas junto ao governo federal, principalmente.
Em documento divulgado na segunda-feira (25), os manifestantes cobraram a desintrusão de quatro terras indígenas, sendo, a Urubu Branco, em Confresa; Manoki, em Brasnorte, Juruna, em São José do Xingu, e da Jarudori, em Poxoréo. Eles também pedem a demarcação de cinco áreas indígenas e a criação de uma nova reserva indígena.
Investimentos em infraestrutura constam da pauta dos trabalhadores, que reivindicam a recuperação e abertura de estradas; construção de pontes, poços artesianos, redes de distribuiição de água, rede de distribuição de energia do programa Luz para Todos, bem como a implantação de espaços de convivência e parques de lazer nos assentamentos.
Os manifestantes também pedem investimentos na educação, saúde, implantação de postos de atendimento médico. De acordo com a assessoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), as reivindicações dos manifestantes já foram repassadas para a presidência do instituto e ouvidoria agrária.
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