1o.DE MAIO: NOSSO DIA, NOSSA LUTA, NOSSAS CONQUISTAS

Publicado em 01 de mai de 2013
1o.DE MAIO: NOSSO DIA, NOSSA LUTA, NOSSAS CONQUISTAS

Os funcionários públicos geram mais-valia? Essa importante pergunta foi realizado por um de nossos diretores no curso de formação realizado no mês passado e é um tema de grande discussão. Nada mais atual, nada mais pertinente nesta data símbolo de luta, luto e conquistas da classe trabalhadora.
O trabalho assalariado é um fato novo, historicamente falando, sua preponderância no mundo se deu há 300 anos (a história humana se escreve em seis mil anos) com a revolução industrial que corou o processo de mudança da sociedade de servos e senhores ligados diretamente à propriedade de terras, conhecida como sociedade feudal, para a sociedade do comércio e da indústria e da acumulação de capital, denominada sociedade capitalista.
No início do capitalismo a exploração dos trabalhadores era intensa e selvagem: homens, mulheres e crianças trabalhavam até 18 horas por dia.
O dia 1º. de maio nasceu na mobilização dos trabalhadores contra essa superexploração. Lutando pela jornada de oito horas diárias, trabalhadores americanos foram trucidados pelo governo em 1886. Uns foram mortos nas passeatas e outros foram condenados à forca pelo "Direito e pela Justiça"

Em homenagem a esses bravos trabalhadores a data foi escolhida como o dia do trabalhador.
Karl Marx, considerado o maior pensador da história, criador da famosa frase "Trabalhador do mundo, uní-vos", detectou o elemento fundamental do capitalismo, a mais valia e sua apropriação privada. Considerando que só o trabalho produz valores, é que se entendeu que o contratador de trabalhadores se apropria da riqueza fruto de sua força de trabalho e a concentra em suas mãos. Daí a sociedade em que vivemos: de um lado riqueza e luxo para uma minoria e de outro lado pobreza e sofrimento para a grande maioria de trabalhadores.
Os trabalhadores assalariados de hoje são os servos da Europa medieval e os escravos da Grécia Antiga, Egito dos faraós, etc. A sociedade cria mecanismo para manter o ‘status quo' e dourar a pílula da exploração. São uma serie de mecanismo que tornam natural a injustiça social de cada realidade, denominados aparelhos ideológicos e repressivos do Estado pelo filósofo e ativista francês Althusser. Assim, o servo achava natural não ter terras, e achava natural plantar, cuidar e colher e dar a metade para o seu Senhor; ele achava natural precisar de permissão do Senhor para casar, assim como achava natural o direito do Senhor passar a noite de núpcias com sua mulher. O escravo achava natural ter nascido escravo e ser uma propriedade; era natural trabalhar para o seu proprietário, pois esse era seu papel, era a sua função servir ao seu dono.
Da mesma forma que naturalizaram a escravidão e a servidão, naturalizam a exploração do trabalho assalariado.
Portanto é papel primordial dos sindicatos conscientizarem os trabalhadores do caráter de exploração da nossa atual realidade. É necessário conscientizar que não é natural trabalhar e não ter direito ao fruto de seu trabalho, é necessário dizer que não é natural que a grande riqueza produzida por todos seja canalizada para as mãos e buchos de poucos. Não é natural que a sociedade humana tenha se desenvolvido a ponto de criar hiper bombas nucleares, consiguir levar o homem a lua e às profundezas do oceano e não tenha a dignidade de salvar as crianças que morrem de fome ou condições de higiene que um simples vaso sanitário resolveria. Não é natural que o capital tenha mais valor que o ser humano.
E o funcionário público? Qual o seu papel nesta realidade? Somos explorados? Nossa mais-valia vai para as mãos de capitalistas?
Os tais mecanismo mantedores do ‘status quo' dizem que os servidores públicos ganham muito, são o ralo por onde correm as riquezas do país, jogam os trabalhadores da iniciativa privada contra a luta dos servidores públicos, taxam-nos de marajás, e reproduzem uma série de argumentos para desvalorizar o serviço e o servidor público. O privado é competente, o público é incompetente.
É preciso dizer que o funcionalismo público em sua grande maioria é explorado, se gera mais-valia ou não é uma discussão a ser aprofundada, mas é necessário a união com todos os trabalhadores para juntos prosseguir na luta por melhores dias para a sociedade, para que o ser humano, sua família e seu trabalho sejam os maiores valores.
Viva o Dia Internacional dos Trabalhadores!
Trabalhadores do mundo, uní-vos!

 

 

 

Compartilhe

Compartilhar

Curta e compartilhe nossas redes sociais



Próxima notícia

Veja todas as notícias›››

Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Ceará | SINDPRF-CE
Rua Margarida de Queiroz, 07 - Cajazeiras - Fortaleza/CE CEP.: 60.864-300
PABX/FAX: (85)3279-2848 / (85)3279-5698
sindprfce@sindprfce.com.br